26/10/2013

Paciência

Eu estava acordada, porém quieta. Você chegou de mansinho e sentou do meu lado na cama. Me olhava, e eu sentia que era observada, mas continuava de olhos fechados. Ouvi seu riso baixo, o que me fez abrir só um olho e fechar rapidamente... você começou a falar:
'Sabe, se minha namorada estivesse acordada eu teria umas coisas para falar pra ela. Primeiro seria falar que ela fica muito fofa fingindo que está dormindo, até pelo fato de a cada 5 segundo ela fazer carinho na minha blusa que ela acha que não estou vendo - mordi meu lábio com raiva de mim mesma - Segundo, queria fazer um pedido, queria pedir para que ela ouvisse as coisas quando vou falar, ou pelo menos ouvisse até o fim antes de explodir, pois se irritar na minha segunda palavra é algo extremamente frustante. Se falo, é porque a quero bem, quero cuidar, proteger, ensinar... É engraçado ver ela falando que eu a mudei tanto, que a ajudo tanto, mas será que se ela parasse pra pensar que se ela controlasse um pouco o gênio explosivo eu teria ajudado bem mais e em muitas outras coisas? Orgulhosa? Ela é um poço. Dramática? A rainha. Teimosa? Maior cabecinha dura que já conheci. Mas eu nunca desistiria dela, pois ela é como uma tempestade passageira, e logo em seguida tá ali pra me ouvir, pedir minha opinião, minha ajuda. E é por isso que ignoro as explosões pois sei que ela volta atrás. E por isso, também, depois de uma briga eu fico na minha, deixo ela esfriar a cabeça, sei que logo depois ela vem a minha procura. Mas hoje, hoje eu precisava falar isso, ela tinha que ouvir, mas se estivesse acordada, né?
Eu viro pra você e você deita do meu lado me abraçando... Encosta o nariz no meu e me olha fixamente. Eu seguro tua mão e falo:
EU TAMBÉM AMO VOCÊ!



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