30/10/2013

Pássaro

O canto triste do pássaro na gaiola me entristecia todas as vezes que passava por ele, sentia que precisava fazer algo que alegrasse dois corações, o dele e o meu.

Certa manhã, acordei mais tarde que o habitual, todos já tinham saindo, eu estava só, apenas eu e o cantar triste do pássaro, apressei-me à descer as escadas que ficavam na frente da casa, para garantir que não havia mais ninguém que pudesse impedir-me de fazer o que já deveria ter feito há mais tempo.
Vendo que não havia ninguém, voltei e peguei a gaiola, o pássaro era lindo e sabia que seu canto era bem mais bonito que aquele som triste emitido por está preso e longe de seu céu.
Sentei-me no ultimo degrau daquela escada que tinha cerca de quinze e coloquei a gaiola do meu lado, fiquei observando aquele pássaro que agora, movimentava-se cada vez mais rápido, cada vez mais agitado, ele cantava agora um som rápido que por algum motivo, entendi como um suplica para abrir ‘sua prisão’, e assim fiz.
Indescritível foi minha gratificação ao ver aquele dançar elegante de bater de asas único que talvez jamais poderia imaginar que ele teria. Ele voou para perto das árvores e o perdi de vista. Senti meu peito bater aliviado, como se parte de mim estivesse livre também.


Coração, canto, dança, poesia, nunca deveria ser mantido preso, todos eles deveriam ser expressados da melhor maneira, com todo o viver envolvido do momento, nada deve ser reprimido, interrompido, escondido, constrangido. Deve ser com um pássaro, livre à voar.

2 comentários:

  1. Mas pura verdade, as coisas sufocas causam dor e perdem sua beleza... sei bem como éh...

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  2. Eu adoro, eu amo, eu lovuh ... me descreve, me explica, e me surpreende seus textos <3

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