30/12/2013

E sobre 2013... Ah, dois mil e treze!

Sabe aquele tipo de assunto que você não nem por onde começar? Bom, é assim sobre falar deste ano.
Sem dúvidas esse foi um dos piores anos da minha vida, perdendo apenas para 2010.
Mas eu precisava falar, por pra fora, desabar ou desabar mesmo, mas como?
Decidi pelo seguinte, falarei do início, mês após mês...

Janeiro- Mês complicado, pra variar. Passei as primeiras hora aos prantos, sabia desde então que seria um ano péssimo, e me sairia bem se saísse com vida. Não tinha nem um mês que estava num determinado trabalho e confesso, era o pior ambiente de trabalho que um ser humano poderia ter. Teve os dias de um festa que bebi quatro dias seguidos, nada adiantou pra consolar aquilo que nem eu mesma sabia o que era.
Fevereiro- O mês que passou e eu apenas chorava, chorava por existir, chorava por viver, chorava por querer morrer e não poder. Dia nascia e se findava e eu apenas morria pouco a pouco.
Março- Mês tenebroso, que pra ser sincera, acho que foi uma gangorra. Consegui me manter de pé no serviço, sair um pouco, e intercalava meus dias de tristeza, angústia e solidão. Foi até que um mês produtivo, apesar de tudo.
Abril- Ah, Abril, o mês que se eu não morri não morreria nunca mais. Dias horríveis, pesados. Mês da pior descoberta da minha vida, mês que todas as dores, angústias, tristeza vieram a toda. E eu simplesmente desabei. Dias e noites em completo desespero, choro e pedidos de morte. Sem dúvidas esse foi o mês que mais estive perto de pessoas que me amavam, pelo simples fato de estar num terrível momento e querer me matar todos os dias. Abril sem a menor dúvida ficou cravado na minha alma, na minha história e em todo o meu ser.
Maio- Dias melhores viriam e eu nem imaginava. Mas nesse mês eu já voltava a me animar, recomeçar tratamento direito para o LES e dá inicio aos antidepressivos. Voltei a andar, a encarar as pessoas e principalmente a ter voz. Tracei metas e me decidi que deveria mudar algumas coisas. Decidi abrir mão do trabalho que tanto me incomodava. Passei alguns dias num treinamento de um outro e lá pude ver que eu ainda tinha voz, tinha vida e acima de tudo poderia ser eu. E no finzinho do mês, sem menos esperar, algo novo passou a existir.
Junho- Ah, Junho (merece um suspiro) se possível fosse, eu voltaria no tempo só para reviver todo o mês de Junho mais uma vez. Mês mais que perfeito, mês único e que jamais esquecerei. Mês que a pessoa mais maravilhosa do mundo entrou de vez em minha vida, segurou minha mão e com toda sua força me tirou daquele buraco que eu havia me metido. Me deu amor, carinho, atenção  força e eu segui de um jeito magnifico tudo ao pé da letra. Decidi-me a ser eu mais uma vez em nome daquilo que estava acontecendo.
Julho- Teve fim o bendito trabalho. Passei a ficar em casa e cuidar de mim e viver unicamente o que estava reservado à mim. Cada dia mais apaixonada e mais confiante, a cada dia. E todos os dias ao olhar meu medicamentos e olhar minhas cicatrizes externas, eu sabia que era por ele que tudo estava se ajeitando da forma certa.
Agosto- Amor a toda prova. Tive que passar uma semana inteira longe dele e sinceramente, foi horrível. Mas foi por uma boa causa, alguns dias ido ao médico, fazendo meus tratamentos e recebendo notícias que estava bem. Melhor aniversário da minha vida. Com o beijo mais doce que poderia existir. E como se ainda não bastasse, coisas boas anda estavam por vir.
Setembro- Cada dia, cada hora, cada instante que passava eu amava mais ainda a pessoa que estava comigo, e ele simplesmente me dava todos os motivos para isso. A cada dia que passava, a cada nova surpresa. Outa coisa vale lembrar nesse mês, meu emprego atual. O melhor do mundo.
Outubro- Mais um mês ótimo, com apenas algumas complicações graças a alergia e a mudança climática que tinha inicio. Algumas coisas bobas vieram a me assombrar.
Novembro- Dando inicio a mais complicações, mais problemas e mais medo. Mas dessa vez foi meu trabalho que me ajudou a não desanimar, a cada novo dia, a cada nova história que eu conhecia, eu me erguia e abria um sorriso. Alguma coisa estava errada mas eu não quera admitir.
Dezembro- Eu poderia desejar esse mês ser cancelado só pra poder revivê-lo de outra maneira, de uma maneira que não massacrasse tanto meu coração. Os primeiros dias já foram ruins o suficientes para serem suportados, mas uma coisa eu não pude negar, teve a despedida. O último abraço, o último beijo, o último olho no olho e o último eu te amo. Embora eu não quisesse, mas teve. O restante dos dias foram de incerteza, tristezas e uma faca que cortava a cada dia um pouquinho da esperança de ainda ter comigo a pessoa que foi fundamental para minha alegria e meu recomeço. Mas em meio a esse caos, eu tive o dia mais feliz da minha vida, o dia mais importante, o dia que classifico com O Dia Dos Quatro Abraços.

Estamos já no penúltimo dia do ano e eu sentava na frente da minha casa paro, me olho e me pergunto: Como não tirar grandes lições desse ano?
Aprendi, cresci, morri e vivi num ano inteirinho dedicado a minha força, e como uma vez dito por minha mãe, eu tive um anjo da guarda quando mais precisei, e depois de recuperada meu anjo retomou sua forma real, de humano com seus erros, e sinceramente, desse humano o que eu posso esperar? 
Por outro lado, tenho tanto orgulho da profissional que sou, da escritora que venho tentando ser e acima de tudo, orgulho de mim mesma. E que venha 2014 pois estou preparada, pois guerreira de verdade não teme uma boa batalha.

P.S o motivo dessa foto: A foto que foi a principal de uma matéria sobre o LES que falou sobre meu caso e porque foi no dia dessa foto que vi  um certo olho brilha pra mim pela primeira vez... 

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