15/12/2013

Serra

Aquele cheiro de mato verde, aquela terra com aspecto de molhada, aquele sol fraquinho querendo aparecer mais forte e eu ali, sentada só observando as serras, as árvores e os brulho que o vento fazia. eu fechava os olhos e inalava a maior quantidade de ar que eu podia naquele momento, só pra ir soltando devagarzinho, sentindo os prazeres do ar puro. Na serra eu pudia ver as nuvens ficando mais escura, estava claro que viria chuva e das fortes naquela manhã, eu continuei sentada inalando o ar mais prazeroso do mundo. Acho que estava fazendo pela terceira vez quando um outro cheiro misturou-se ao cheiro de mato e terra molhada, era o cheiro de um café que estava sendo feito. Eu sorri de olhos fechados, então ele já estava acordado. 
Eu abri os olhos devagar e vi que a chuva já estava fazendo seu trajeto da serra até a casa, levantei-me, peguei a flor que estava do meu lado e entrei. Vi que na mesa da cozinha tinha duas canecas de café, mas não vi onde ele estava. A chuva chegou até a pequena casinha onde morávamos e eu corri pra pequena janela que era meu lugar favorito, pois dele se via todo aquele lugar encantador, vi que a água era tão forte que formava um riacho ao pé da janela, e eu me deliciei com aquela visão.
Então senti um abraço apertado por trás, uma caneca de café a minha frente e um carinho de bom dia na face. E assim foram nossas primeiras horas da manhã naquele dia, olhando a chuva, tomando café e falando o quanto a alegria de ter quem a gente ama do nosso lado, é importante.

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