21/12/2013

Ternura

Desliguei o despertador que anunciava que passava das oito e trinta, cloquei os pés diretamente no chão e caminhei até a sala, sentei no sofá cor de vinho e fiquei olhando pra porta de madeira que separava a rua e o lado de dentro da casa, do lado da porta tinha um mural e nele nossa foto.
Fiquei olhando fixamente pra ele e senti uma saudade sem tamanho. Trazia, ele, na face, a alegria de dias deliciosamente vividos junto a mim. Fiquei ali por horas só analisando a pessoa que eu amava mais que tudo nesse mundo, fiquei olhando para os olhos que me olhavam todas as manhãs quando eu acordava. E fiquei feliz em saber que muitos dos seus sorrisos a culpada tinha sido unicamente eu.
Chorei por alguns longos minutos e acabei adormecendo com nossa foto nas mãos. Acordei com um sutil e singelo beijo na testa, um carinho atrás da orelha, abri os olhos como uma criança assusta e perguntei o que ele estava fazendo ali, ele sorriu e respondeu:
-Mas aqui é minha casa, por qual motivo eu não estaria aqui?

Então eu percebi que tinha sido apenas um sonho ruim que eu tinha tido e em momento algum ele tinha ido embora, me senti boba, tola, por imaginar que algum dia na vida eu o perderia. Porque mesmo depois de um milhão de tempestades, mesmo depois de um milhão de coisas ruins, um milhão de idas e vidas só é necessário uma coisa para que estejamos juntos, e essa coisa se chama AMOR.
Não esse amor banal, igual com seu cada qual, mas esse amor de amizade, de sinceridade, de companheirismo, de afeto, respeito e acima de tudo, esse amor que ama além do além, além de tudo e acima de todos.

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