09/03/2014

Era ela

Eu estava quieto, sentando no chão ao pé da janela. Não tinha sido nada fácil pelo que tinha acabado de passar. Meu cigarro me acompanhava e uma música alta nos fazia companhia, e era daquele jeito que eu sinceramente queria passar minha noite. Sem ninguém pra reclamar do meu som alto, das minhas roupas jogadas por toda parte, minha fumaça de cigarro que invadia todo meu apartamento, tampouco da louça que deixei toda jogada pela mesa, pia e fogão. Já estava no último cigarro daquela carteira e a música numa das mais brutais que eu conhecia. Quando de repente eu vi a porta da sala se abrir... Era ela.

Ela entrou, ascendeu a luz e já foi logo reclamando das roupas do sofá, saiu juntando todas que encontrou, passou por mim, abaixou, tocou meus lábios rápido, abriu a janela e foi pegando os cigarros, o cinzeiro, me fez um carinho no rosto e foi em direção ao som, trocou meu cd por um com músicas calmas que ela gostava, diminuiu o volume e correu pra cozinha. Tirou o sapato e os jogos pro quarto, tirou toda a louça suja no fogão e mesa, as lavou e deixou toda cozinha intacta em fração de minutos, arrumou a sala, me deu outro beijo rápido e foi pro quarto. Meu celular ascendeu e vi que era um sms de um amigo que morava no apartamento do lado, e nele falava ‘Patroa chegou, amigo.’ Me irritei com aquilo, ela chegou e foi fazendo exatamente o que eu não queria que ninguém fizesse, trocou minha música, pegou meu cigarro, mexeu na minha casa inteira e me fez ser alvo de brincadeira, mas aquilo não iria ficar assim, iria falar com ela e impor minhas regras. Quando ia levantar a senti chegar perto de mim, disse logo que teria que impor umas regras pra ela. Ela apagou a luz, colocou a música ainda mais baixa, sentou do meu lado com uma garrafa de vinho e um copo. Usava minha blusa favorita, os cabelos meio úmidos. Entregou o copo e sentou no meu colo, apoiou as costas no meu peito, virou pra mim e disse que queria vinho também.Tomou um gole, segurou minha mão, beijou e disse que eu poderia falar das regras que eu iria impor. A segurei pela cintura, apoiando meu queixo no ombro dela e disse 

Quando chegar, me dar um beijo mais demorado e por favor, não sai nunca mais da minha vida. E da nossa bagunça, deixa que cuido junto com você.

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