11/07/2014

A ponto...

Serei aquele espelho rabiscado do banheiro da faculdade, que já viu tantas coisas que as vezes pensa em se auto quebrar.
Por vezes, a vida pega um rumo diferente, que confunde nossa cabeça a ponto de acharmos que estamos sob efeito de algum alucinógeno e o que vivemos não é realidade.
Deixa eu quieta, deixa eu calma, estou a ponto de quebrar, explodir. E quem vem juntar meus pedaços... Meus cacos, minhas sobras?


Um dia na vida!

Ela correu apressada, já estava atrasada há alguns minutos. Na estação lotada ela buscava a saída e olhava o relógio que parecia correr ainda mais rápido. 
Jeans justo, camiseta branca, jaqueta preta, sapatilhas vermelha, cabelos soltos e só um lado da mochila no ombro. Ali estava ela, atrasada no meio da multidão e preocupada.
Subiu quase correndo a escadaria e no final o avistou de costas. Então parou, respirou fundo, arrumou a mochila no ombro, virou as costas pra ir embora, deu dois passos e parou, balançou a cabeça como quem quisesse organizar os pensamentos ''não, não vim até aqui para desistir agora. Vou até lá, falo um 
oi e vou embora, pronto!"
Enquanto caminhava em direção à ele a cabeça fervia de pensamentos. Ele era um cara bacana, e eles eram apenas amigos graças a internet. Começou com coisas de trabalhos e depois notaram algumas afinidades, mas nem ela sabia o motivo de ter marcado aquele encontro. Mas estava ali, e ele estava a há alguns passos até ela poder toca-lo. Mas o motivo daquela ansiedade ela não sabia e tampouco entendia

- Rafael... - Ela falou num tom de voz diferente do normal, parecia rouca e parecia gritar muito alto. Por um instante quis bater em si própria por isso.
Cabelos claros, barba quase no mesmo tom, blusa cinza, jaqueta preta , jeans e conturno. Tudo isso acompanhado de um sorriso que dispensava qualquer palavra. Ela sorriu de volta pra ele e ali pareceu que o tempo parou e só existiam os dois naquela estação. Mas ele a acordou ainda sorrindo com um abraço, veio até ela e passou um braço em seus ombros e a outra mão pousou em sua cintura. Ela sentiu o cheiro dele e as mão tocaram as costas o apertando contra ela de leve.

- Aqui estamos nós dois. - Ele disse quando a soltou.
- Pois é, aqui estamos nós dois. - Ela respondeu visivelmente nervosa passando as mãos nas laterais da calça.
- Tem um bar aqui perto, podemos ir lá conversar.
Ela aceitou o convite com um aceno de cabeça e começou então a caminhar do lado dele. Logo a ansiedade deu espaço pra uma conversa sobre a super lotação nas estações e nas ruas, ela estava muito mais aliviada e nem um pouco nervosa.
Entraram em um bar pouco movimentado e sentaram numa mesa do canto. Ela pediu cerveja e ele wisky, conversaram sobre fotografia, grafite e jazz. A forma que ele mexia os lábios todas as vezes que descansava o copo na mesa arrancava dela um riso simples. Depois de cerca de meia hora ela avisou que teria que ir embora. Ele pagou a conta e então saíram. Do lado de fora do bar trocaram um abraço e beijos nos rostos. Ela o olhou pela última vez e virou de costas pra ir embora, segurava nas mãos um livro sobre fotografia que havia ganhado de presente dele. Baixou a cabeça sorrindo e estava mais afastada quando ele gritou:

- Então é isso? 
- Oi? - Ela virou-se confusa.
- Você despencou de tão longe pra vir apenas me ver? Disfarçou tão mal os olhares para minha boca e o calor de seu corpo ao me abraçar pra isso? Ir embora assim?
- Não estou entendendo. - Ela o olhava confusa.
- Fica ai.
Ele voltou com o capacete na cabeça e um na mão. Foi colocando na cabeça dela e segurando a mão dela a puxou. Subiu na moto e ela subi junto. Passou os braços em volta da cintura dele e conforme ele acelerava ela o apertava. Chegando em um prédio ele foi logo buzinando e o porteiro abrindo. Deixou a moto no pátio e foi tirando o capacete, ela o copiou. Ele segurou sua mão e andando rápido entraram no prédio. Chegando a porta do elevador ele apertou o botão, a olhou e ela sorriu, ele sorriu de volta.  O elevador demorou e ele a puxou mais uma vez. Subiram quatro lances de escada e ela já estava cansada de correria.
Chegando na porta de um apartamento ele a encostou na parede e a beijou. Ambos deixaram os capacetes caírem e continuaram o beijo quando ele conseguiu abrir a porta e enfim entraram. Ele a soltou para pegar os capacetes e fechar a porta. Ela tirou a mochila e a jaqueta. Levantou a vista e ele a observava. Se aproximaram um do outro e voltaram a se beijar. Caíram no sofá...



Horas depois ela acordou e ainda com os olhos fechados começou passar a mão no rosto e no cabelo. Sorriu ao ouvir o riso dele. Abriu os olhos devagar e ele estava sentado ao lado dela, sem camisa a observando. Ela ergueu a mão e tocou a mão dele.

- você fica ainda mais linda quando acorda.
- E você ainda mais lindo quando sorrir pra mim.
- Tive o direito de uma tarde incrível ao lado de uma mulher maravilhosa apaixonada por mim.
- Toda mulher tem direito a uma última paixão antes de seu casamento.

Ela deixou a mão que já estava erguida na luz do sol que estava se ponde e entrava pela janela. O raio de sol reluziu em sua aliança na mão direita!




06/07/2014

A Mustache me representa

By: Savana

BFF

Não me venha com frases ensaiadas e bem decoradas, eu não vou cair nesse papo de hoje em dia.
Eu não preciso desse sorriso falso, não preciso de abraço com delicadeza para parecer verídico.
Esse teu cheiro de mentira, essa tua cara deslavada, essa tua praga que predomina ao seu redor. Eu sinceramente tenho raiva até de tua voz.
E quer saber? Vai se...



           :)

Por hoje e por ontem (pelo resto dos meus dias)

Tua risada, rouca e cansada...
Teu olhar tão terno e tão entregue...
Teu olhos quando se fecham e tua paz que me domina.
Ah, menino. Como eu te amo!


04/07/2014

#Fora do comum 5: Vai ter copa sim

E desde a copa de 2002 eu não via mais nenhum jogo da copa (duas copas, 2006 e 2010) e esse ano não seria diferente.
Mas quer saber? Ah, bora curtir essa bagaça. E com os amigos, que é melhor.
Dois jogos assistidos na casa de um casal de amigos Carlinhos e a buchudinha linda da Dorinha. E quem não poderia faltar? Os meus amados GleyssonLayla e Gerci.


Primeiro jogo não teve registro... Ou teve, na boa? Teve mas deixe em off porque meu namorado até hoje rir das fotos que viu, então chega!
Mas rolou almoço (Muito bom por sinal) e hoje rolou lanchinho da tarde, BY: Nação Nordestina!
Chega de falar e bora as fotos :D 


Cuscuz temperado e essa sobremesa nem me perguntem,
faço a menor ideia o nome, mas o gosto é bom.





E que venha o próximo jogo, e que venha a companhia deles <3

Mais dias

E sobre estar cansada... Bom, eu nem tenho tempo de me cansar.
Mas há uns dias o fluxo vem diminuindo e eu venho voltando a respirar. Dando risada das coisas simples e deixando o mau humor logo de lado e indo fazer as coisas que gosto, amando no que trabalho e fazendo as coisas certas.
Eu esqueci onde doía, eu apenas ergui a cabeça, sequei as lágrimas e deixei de me lamentar por coisas banais, e as coisas que realmente machucam:
Eu deixei pro vento levar, deixei a chuva lavar e as lágrimas cessarem.

03/07/2014

O dia d'oje

Cadê a minha bolsa? Onde eu a deixei dessa vez?
Desci a rua do meu serviço tão rápido que chegando no ponto do ônibus eu até me admirei. A chuva estava chegando e eu realmente precisava não me molhar. Mas graças ao caos, pós chuva da manhã, o raio do ônibus atrasou, eu sem guarda-chuva pra variar, estava em pânico com a ideia de chegar em casa molhada. Não por ter toda minha roupa e bolsa molhada, mas ouvir a tão temida frase 'Eu mandei você levar guarda-chuva' mas o que aconteceu???
Obrigada, mãe. Boca-de-praga-mais-linda!
Mudei de ponto, mudei de destino, desci encharcada próximo a casa do namorado, rezando pra ele estar em casa. Mas porque o dia me ajudaria, não é mesmo? 'Tá no inferno? Abraça o capeta, gata' metade do caminho peguei mais chuva e na porta, claro que tomei ainda mais.
Depois de graciosas, cinco horas (mentira, foram só dez minutos) meu amado então chegou.
Ah... abraço apertado, mesmo molhado. Banho quente, roupa - dele - larga que me serviu muito bem por sinal. E então meu dia acabou num sono bom, num abraço apertado e numa risada gostosa sobre como sou azarada e atrapalhada. Mas que venham mais dias assim, adoro meu mau humor adocicado.

Parceria

Enquanto isso no lustre do castelo...
O blog entrou em parceria com o canal Lustre do Castelo e estamos muito felizes. Coisinha de comadres. Sacomé? *-*



A Driika (dona do canal) é uma fofa e faz resenhas de forma muito divertida, o que prende atenção nos vídeos do início ao fim!

Tô feliz com a parceira, e vida longa a nós ;)


Reencontro

Reencontros são marcados de abraços, beijos, risos e as vezes lágrimas.
E quando esse reencontro é depois de uma briga eterna ou depois de palavras que machucam, é a melhor coisa que há.
Aquele abraço carinhoso, aquele carinho importante e acima de tudo, aquele olhar compreensivo. 

01/07/2014

Bom dia, Isaura!

Ah, sim!
Eu esqueci de por o lixo pra fora.
Ah, esqueci também de pagar as contas que venceram semana passada e esqueci de renovar o passe. E agora? Como vou trabalhar? 
Enfrentar aquele ônibus das 8am com gente que trabalha tarde e mesmo assim reclama, e tem também aquelas que perderam o primeiro ônibus e tiveram aquele como opção.
Bom, pelo menos ele não é tão lotado assim, também, nem moro tão longe da budega onde trabalho.
Ter que encarar mais uma ou duas horas da 'Sarinha' muito da chatinha, me passando minhas tarefas. Quantos desenhos terei que fazer, quantas coisas terei que concluir e que ainda terei que falar com a 'Miranda Priestly' minha amada chefe, sobre o cliente que desistiu do pedido por um atraso de dois dias. Vai lá, Isaura do século atual. Se vira nos trinta e resolve essa.
Mas sabe o que salva esse dia de cão e monótono?
A companhia que terei em casa. Meu melhor amigo, namorido, os trem todo... E sem ele, eu serei um patinho perdido em cidade grande. E todo aquele tédio, filho da mãe, se vai com o sorriso de idiota que ele me dar ao me ver no fim do dia.
Ah, como eu amo meu pedaço de céu na terra.




E na minha perfeição, meu caro colega, Só há meu copo de bebida quente na mão.
E se for pra reclamar do cheiro do meu cigarro, se mantenha a km's de distância de mim.
Não fará falta, nem você, nem seu velho falso moralismo chato pra caralho... Ops, não se pode falar palavrão. A politica prega que se deve manter as crianças longe do alcance de coisas que mais cedo ou mais tarde fará parte da realidade dela. Então, quer saber? Que se foda o mundo e seu moralismo chato.. Pra caralho.

Saudade

Acordei passava de quatro da manhã, sentei na mesa da cozinha com um copo de água na mão e deixei meu pensamento voar... E ele voou.
Voou pra perto de uma das pessoas que mais amo, ficou junto da pessoa que há meses me tem o sorriso mais sincero, as brigas mais construtivas, os carinhos mais  simples, as palavras mais confortantes e a cabeça mais sonhadora que já vi (isso não inclui a minha)
Quando dei por mim, as lágrimas e um sorriso bobo me faziam companhia, e a certeza de que esse sentimento é verdadeiro me deixa cada dia mais segura. Eu amo o que me veio, amo o que eu tenho, amo quem ele me ajuda a ser. Simplesmente amo nós dois.



Encontro (breve) com o passado

Ninguém vive de passado, nem esperando migalhas do que já viveu. Isso é um fato.
De repente você se olha no espelho e percebe que já se passaram, não um, mas três anos, de um dos mais loucos anos da sua vida. Do ano em que houve provas de quem são seus ou quem não é... Bom, era o que achava até ontem.
Reencontrar com alguém do passado nada mais é que um tapa na sua cara, provando que o que ficou no passado deve ficar lá, e você deve agradecer aos Deuses por ter se livrado de algumas coisas. O que mais marcou esse certo passado foram palavras de pessoas que eu julgava amigos, que apoiou e levou o astral quando uma parte do mundo desabou. Então sobre seu passado, você descobre que só é passado pra você, que pessoas que tanto falavam, tanto se diziam estar do seu lado, são amigas desse passado. E uma coisa é certa, meu caro, ouvir ''Mas eu sempre falo com fulano'' e você revidar com ''Mas fulano te odeia'' e ter como resposta ''Isso quando nós terminamos, hoje fulano é meu amigo'' te deixa cheia de interrogações na cabeça. Amizade? Até que ponto certos colos e abraços foram sinceros? Desaprovação fraternal faz parte, e fazem mal também, mas há uma coisa chamada sorriso, e isso, não tem arma melhor.
Me polpe de falsidade, me polpe de ''Tô com você'' que essa eu não engulo mais.

 
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