11/11/2014

Breve conto

Ele tremia em minhas mãos e eu não poderia deixa-lo escapar, mas ele se debatia e chorava, embora eu fosse mais forte, ele quase conseguia sair de meus braços, que neste moento já estava fraco de tanta força que ele demonstrava e com uma mistura de suor e arranhões. Ele definitivamente não queria ficar comigo.
Atrás de mim ela caminhava sem olhar pra trás, sem dar importância para o choro do filho que em meus braços não parava de se debater. Ela chovara em silêncio, eu podia sentir aquilo, as lágrimas dela me cortavam mais o coração que o choro dele. Ela também não queria mas precisava deixa-lo comigo. Ela fugia da histería que lhe maltratava na sua casa, de seus pais que por maldade não lhe aceitava. Ela escondia tudo, de lágrimas à ele. O que me restava era lhe ajudar, prometer dele cuidar e faze-lo a esperar... Mas era tarde, muito tarde e dela ele já tinha todo o amor. Aquilo era novo, aquilo era doloroso e complicado. Mas era tudo o que me restava. Dar-lhe o amor que ela tinha me destinado, mimar-lhe o máximo que podia e esperar o dia dela voltar...

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