14/04/2015

Não quero mais isso.

Hoje pela manhã a febre me catou de jeito, a garganta fechou e eu mal podia ficar de pé. Revisei cada ato da noite passada e em cada lágrima que caiu de mim, milhares de esperança de viver foram jogadas pelo ralo. Eu não sei lidar com pressão, com gente me olhando mergulhar no medo e no choro. Eu fujo de perto de qualquer braço de piedade ou de qualquer briga que palavras machuquem. Eu já vi gente partir sem deixar vestígios e sem avisar se voltaria. Eu vi sangue do meu sangue simplesmente me deixar pra trás com muito caminho ainda pra trilhar. Quando as vezes acho que tudo vai acalmar-se e eu finalmente irei sorrir, a alegria é arrancada de mim como num simples passo de mágica, de maneira que eu jamais poderei ter certeza se vai voltar. Eu tenho medo de envelhecer só, de ficar só e morrer só. Esse medo de solidão me deixa ainda mais solitária. É como um remédio inverso, é como uma dor sem cura, é um veneno que não mata e é só uma verdade que prologa a dor de maneira que morro a cada briga chorada.

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