26/08/2017

Existiam verdades

Ela sabia que a qualquer momento ele chegaria, ela tinha que se apressar, ela tinha mil e uma tarefas a cumprir, antes daquele sino que anuncia as horas, tocasse incansavelmente informando que mas uma vez ela estava atrasada.
Ela usava seu melhor vestido, aquele tão claro quanto as nuvens do céu, tão leve quanto a neve leve que cai nas manhãs de início de inverno.
Ela sabia que mais um passo, ela não conseguiria cumprir tudo. Mas ela era livre, ela era poesia de riacho e precisava correr. Então, quando nem tinha dado conta, já estava a rodar pelo tímido sol e dentre as flores, seus vizinhos de campos olhavam aquele alegre ser a rodopiar e sempre falavam 'ela não se comporta como deveria' mas ela pouco se importava com rótulos. 
Ao final da estrada ele apontava com sua calça já suja daquela manhã, uma camisa branca e um chapéu. Ele sorriu ao ver sua borboleta rolar por entre a grama.
Chegando enfim perto dela, deitou-se próximo e a tocou os lábios, que riam incansavelmente sem parar. Eles dois eram aquela mistura de duas almas leves, duas verdades escritas. Eles eram duas poesias perfeitas, uma simetria de canção, uma eterna manhã num bosque com sorriso de crianças.
Eles eram eternos enamorados e assim permaneceriam até o último suspiro pareado e terno. Eles eram um só até os últimos dias do universo.


23/08/2017

Nós só atraímos aquilo que permitimos

Por tanto tempo segui acreditando que tudo que estava acontecendo era culpa unicamente minha, e por uma parte eu estava completamente certa, mas por outra, eu sabia que não, eu não era aquele monstrinho fantasiado em cores vivas que eu me culpei.
Por tanto tempo permaneci em sombras, sombras essas que eu mesma permiti que se fizesse presente em meu cotidiano. Eu estava com vendas nos olhos, nos olhos da alta.
Eu não percebia que estava vivendo num mundo que não era meu, que eu não era bem vinda ou bem vista. Eu estava vivendo uma vida na qual nada daquilo foi planejado a mim nos primórdios da minha criação.
Eu vivi escondida, iludida sobre o falso afeto e hoje quando olho para traz vejo que cada pedaço do meu coração eu mesma que deixava cair. Quando tudo desabou de vez eu simplesmente me culpei, me condenei e me vi no fundo do poço. Tentei e ergui-me quando menos esperei e para minha surpresa, hoje me encontro no meu melhor momento, no meu paraíso particular. Sinto falta de apenas um detalhe, mas esse eu aprendi que tudo só vai acontecer quando for hora, e também aprendi a nunca mais permitir que a escuridão volte aos meus sonhos e ao meu cotidiano.
Pois eu sou luz, eu sou amor e eu sou uma eterna criança.


21/08/2017

Aquele dia...

Sabe aquele dia que o amor te invade? Pois bem, ai estar o amor em sua pureza.





























20/08/2017

Sobre bloqueios

Olá ao sumiço, não é mesmo?  rsrs
O tempo anda passando rápido demais e nem se eu quisesse conseguiria falar em palavras cada sentimento referente a este ano. Ele chegou chegando, mesmo. Bagunçou e sacudiu, e sabe o que ando aprendendo com isso tudo? Que cada ato, por menor que seja, tem um motivo.
Eu, não sei por qual razão, ando travada para escrever, já pra criar, ando a todo vapor, lá na gráfica onde trabalho a cada dia ganho mais carinho e agradecimentos, e eu só sei agradecer aos Deuses por isso. Cada coisa arruma, de alguma forma, o jeito de permanecer onde deve estar. Talvez esse meu bloqueio de palavras seja por que ainda não é hora de falar tudo que vem acontecendo e isso, acredito realmente, que seja bom. Na hora certa o resto dos trilhos vão se encaixar e tudo vai voltar a fazer parte de uma única harmonia, e enquanto isso não acontece, sigo rindo e reaprendendo a ser eu. Retomando e curando cada ferido que eu tinha.

Obrigada, a cada um que indireta ou diretamente me tornaram o que sou HOJE, não sei o que serei amanhã, mas com certeza uma versão bem melhorada de mim mesma.


 
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